domingo, 23 de novembro de 2014

...

Anoiteceu e fui tragada por uma nostalgia e uma necessidade de ter alguém dividindo a cama comigo, enroscando os pés nos meus enquanto beija minha nuca.
Acabei  imersa em lembranças mas as mesmas não me fizeram sentir saudades sua porque hoje você apenas ocupa um dos lugares mais tristes em mim. Por mais que você tenha sido a coisa mais bonita que aconteceu na minha vida, pra te escoltar do lugar principal que você apropriava eu tive que te colocar lá. Trancado.
E hoje apetece a vontade de alguém ocupando esse espaço vazio, de alguém me olhando nos olhos sem precisar dizer uma palavra. De decifrar a alma, de beijos intensos seguidos de suspiros e  frio na barriga,  de sentir um prazer intenso ao explorar uma nova curva do corpo. De um abraço acolhedor, de um conforto.
Que mingue os desejos e que perpetue o velho ciclo da vida de que amanhã tudo passa.

sábado, 22 de novembro de 2014

!!!

A sensação que tenho, é que cada vez que alguém se machuca e se fecha pro mundo, que desacredita em um sentimento pleno um coração jaz morto no peito da mesma.
Tenho pena de quem não acredita no amor, de quem por alguma mágoa resolveu se fechar pra tal sentimento. Acho isso uma fraqueza. 
Aprendi que o dia de amanhã sempre pode ser revelador de uma forma surpreendentemente positiva. 
As dores e decepções são uma especie de enfermidade que a gente carrega como um brinde que na verdade é uma praga que não conseguimos nos desvencilhar. Mas por que não criar uma imunidade contra isso? Afinal essa é a tal da vida, cheia de surpresas, tombos, sorrisos e só cabe a nós a decisão de upa-la.
Acredite em si antes de qualquer coisa, depois no amor.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Destino


Frequentemente me pergunto se entre todos esses olhares que cruzam com o meu nas ruas, nos bares, nas festas, no ônibus, se ao menos em uma dessas rápidas tentativas de leitura de alma  alguma vez eu realmente "esbarrei" com o grande amor da minha vida.
Será quantas chances desperdicei ao descer do ônibus, ou ao atravessar a rua ou por falta de coragem?


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Entre

Hoje descobri mais sobre o que aquele olhar tímido e aquela voz calma escondiam.
Descobri que ali também habita um coração se recompondo.
Se antes tínhamos algumas coisas em comum, agora existem  muito mais.
E nos tornam distantes ...

A porta ainda está  aberta.
Só bata antes de entrar.
E ao entrar caminhe com zelo
Porque ausência de amor causa frigidez na alma. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Calmaria

Um dia iremos nos encontrar. 
Não  tenho pressa.  Não mais.  Não  agora.
Mas mesmo assim meus braços estão abertos em sintonia com o que há de melhor em mim.
Reservadamente,  só teu.
Há de chegar,  sem dor.
Cautelosamente.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Because maybe ...

Em meio a tantos rostos ela havia achado o dele excepcionalmente  lindo. Tudo chamava a atenção dela. O cabelo cumprido amarrado em um pequeno rabo bem alto. Aquelas mechas um pouco desgranhadas que escorregavam próximas a orelha. Aquela barba encantadora e o sorriso branco. Ele desapareceu em meio a multidão ao som de Tempo de Pipa. Ela desanimada encostou em um canto onde a luz a destacava assim que começou a tocar Wonderwall do Oasis. 
Sem esperar ele reapareceu, como se tivesse teletransportado na frente dela, convidando-a para dançar.
Segurando em suas mãos foram para o centro da festa e lá ficaram dançando abraçados. 
Ele tocava em sua cintura e ela acariciava seus cabelos.  Ele cantava perto do seu ouvido "There are many things that I would like to say to you But I don't know how"  seguido de um beijo no pescoço. Ela tentava absorver ao máximo todo aquele momento. O cheiro dele, a voz, a proximidade dos corpos naquela dança romântica e excitante que não permitia nem que se olhassem nos olhos. 
Se despediram com um beijo lento e demorado, mordidas nos lábios, roçar de línguas e então disseram adeus enquanto ainda ouviam "You're gonna be the one that saves me" enquanto a música chegava ao fim,  sem ao menos saberem o nome um do outro ...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Somos Quem Podemos Ser

Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão - E.H.



O céu hoje tinha gosto de infância, de quando eu tinha uns cinco anos e sem jeito desenhava nuvens fofinhas e arredondadas em qualquer pedaço de papel.
Ao som da Banda do Mar viajei naquele céu.
E, sem explicação, me senti muito mais apaixonada por mim e pela simplicidade da vida.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Days OFF ...

Engraçado como tudo vai se transformando em um pequeno borrão
Ficou mais fácil me livrar da saudade quando ela vem.
Já não me recordo mais como era o seu beijo, nem que sabor ele tem.
O pouco que ficou foi escoltado para aquele quarto escuro e abafado, cheio de velhas cicatrizes...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sonhos

Noite passada tive um sonho.
Não foi um sonho qualquer, tudo parecia muito real.
Não sei porque você estava nele.
Sei que ao caminhar naquela praia de mãos dadas contigo, ao olhar o Sol se derretendo na distância do horizonte naquele mar sem fim, ao sentir o toque do seu beijo eu senti algo preenchendo meu coração, algo que jamais outro me fez sentir. Algo chamado certeza.
Não sei se acredito que sonhos possam ter um significado. Talvez possa ter sido um aviso para eu me arriscar. Um aviso para te alcançar e quem sabe em uma outra oportunidade tentar me aproximar um pouco mais de você.
Talvez tenho sido uma premonição. Ou talvez tenha sido só o meu subconsciente sentindo falta de carinho, me oferecendo um pouco dele em sonho só pra me fazer um pouco mais feliz. Talvez por pena.
Pode ser também só a vida me sacudindo, pedindo para eu não desistir do amor.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sobre partidas


A vida é assim, em um instante estamos, somos. Em outro já viramos apenas lembrança, constelação.
Partimos para outro lugar, pra um infinito. Um lugar que vai além de onde imaginamos e que ninguém em vida sabe como chegar.
A verdade é que acho que ninguém nunca estará preparado para deixar alguém, seja lá de que maneira essa pessoa  parta, seja em vida ou além dela. Deixamos sempre saudade,  um pedaço dentro, algo amarrado na alma.
A gente chora tentando entender coisas que não se explicam, tenta aceitar que tinha que ser assim. Realmente havia de ser. É o fluxo, a cadeia das coisas, o efeito borboleta.
E o que importa são os momentos bons que ficam em lembrança.
Momentos como o dessa fotografia, que ao olhar, me faz recordar daquele dia inteiro. Dos caranguejos na lama, do cachorro gigante aos meu olhos tão pequeninos, da escada na piscina que eu não podia soltar. Do pavão relutante a abrir suas penas para posar para uma fotografia que não podia ser desperdiçada em um clique qualquer de um filme de 25 poses.
E lembro também de uma casa. De uma escada enorme que sempre parávamos no meio do caminho pra descansar. Eu sempre tão pequena achava que podia enxergar o mundo lá de cima. Lembro da sua cama de colchão d'água e da banheira do  banheiro do seu quarto. Eu achava aquilo tudo um máximo. Lembro que quando seu filho mais novo nasceu  eu achei o nome dele engraçado porque me fazia lembrar dos Thunder Cats. Coisas de criança.
Eu cresci, o tempo de tanta inocência se foi e hoje sei que a verdade é que nunca gostei de despedidas, de nenhum tipo, não sei lidar muito bem com elas.
Em menos de um ano, se eu não estiver enganada, algumas pessoas do meio familiar se foram. Apesar de não ter contato a um tempo com nenhuma delas é sempre estranho pensar que não vou vê-las em nenhum outro momento em vida. E o quão doloroso possa ser para os mais próximos.
O que estranhamente me deixa feliz é saber que posso recorda-las de uma forma diferente. Lembrar de um sorriso, uma brincadeira, ou com qualquer outro momento de contentamento.

É isso.

Dedicado à meu tio Edilson, meu primo Robson e minha prima Roseane.

Brilhem onde estiverem.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

...

Deveríamos ser donos dos nossos sentimentos
Não os nossos sentimentos donos da gente.

Difícil ser...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Café e leite

A lembrança da minha boca contrastando com a sua ainda é límpida em minha mente.
Seu rosto tão macio.
Seu sorriso, gigante.
Esperamos tanto para que um dia nossos desejos se casassem em um beijo. Anos...
E agora que me perdi em teus lábios só anseio em querer-te nu/m confronto de cores e corpos.




terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vazia

Ninguém sabe que quase  todas as noites ela chora antes de dormir.
Talvez por desespero,  por ter se perdido por aí.
Farta da vida,  ela sente o peso de tudo que não viveu,  para tudo que se doou em vão,  do tempo que perdeu.
Quer olhar pra frente,  mas só consegue,  infeliz, olhar para trás.
Estagnada,  se pune.
Todos os dias.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sobre cicatrizes

É muito mais fácil esquecer alguém que dilacerou seu coração de forma tão imprudente. Alguém que se descobre com o tempo o quanto podre é fétida é a alma. 
Difícil é esquecer alguém que magoou seu coração sem querer, alguém que você sabe que possue a alma mais doce e pura.
Esses amores são os mais bonitos, os que mais querem ficar. São os piores para se esquecer. São os que custam a hibernar. Insistem em reaparecer em forma de saudade e lágrimas. Como essas de hoje.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

...


Talvez essa muralha não seja tão impenetrável assim
Talvez ela só precise de flores
Talvez só precise fincar raízes
Pra voltar a (me) florecer